Tag Archives: brasil

Fotos do Brasil no Instagram

21 jun

01

02

03

04

05

06

12

11

10

09

08

07

Anúncios

As manifestações e os resquícios da ditadura!

14 jun

polimilitar

policiahoje

A sociedade herdou muita coisa da Ditadura, como o medo, um ensino medroso e uma geração sem memória. Através do decreto 477 feito na época do AI-5, o governo militar suspendia alunos da faculdade. Era uma ação proposital com o intuito de restringir o conhecimento, ou seja, limitando o conhecimento o estudante não teria capacidade critica nem contestadora. São 28 anos sem ditadura, menos de uma geração e ainda não vivemos uma democracia plena, a maioria dos nosso jovens ainda não tem direto a uma boa educação.

maniontem

Manifestação SP -José Patricio Estadão Conteudo (1)

Durante os anos de comando militar qualquer tipo de manifestação popular era abafada através da força bruta. Ao incitar medo os militares faziam com que o número de pessoas nas ruas diminuíssem. Durante esse tempo o Estado, torturava, assassinava e banalizava a violência sem se preocupar com as conseqüências. Hoje vemos as forças de segurança pública querendo, através da força, calar lideranças populares.

o-fim-da-ditadura

sphpje

Já vivemos no Brasil com medo da violência e querem que a gente viva também com medo de exigir nossos direitos. A polícia precisa mudar sua filosofia. A policia não deve exercer o seu poder para reprimir, violentar ou coagir os cidadãos. O Estado não deve funcionar para sugar do povo seu trabalho, seu lazer e seu dinheiro enquanto os governantes vivem esbanjando e estourando os cofres públicos. Isso é prática ainda mais antiga que a ditadura, é do tempo em que o mundo vivia sob monarquias.

censura

Se iludem aqueles que acham que essa manifestação se reduz aos 20 centavos das passagens. Esse grito é um grito de desabafo, são os jovens e os adultos que não viveram a ditadura, mas vivem tudo aquilo que restou dela. O pouco caso com a educação, o pouco caso do Estado, o pouco caso com a democracia. Foram 28 anos digerindo o final da luta conta o golpe militar e agora parece que a tolerância chegou ao fim.

O ídolo e o preenchimento do vazio

2 mar


O Brasil está carente de ídolos! Isso é bom ou ruim? Me refiro aquela figura que abraça toda uma nação e é admirado por ela. Aquele que representa em uma determinada época o imaginário social, seja de adultos ou crianças, homens ou mulheres. O ídolo é a figura de adoração, onde projetamos expectativas e desejos colocando sobre ela a capacidade de realização.

Quando busco na memória ídolos de grande massa e capacidade de comoção social no Brasil, me aparecem logo de cara as figuras de Pelé e Ayrton Senna, dois esportistas e duas pessoas que fizeram, em épocas diferentes, muitos sentirem alegria, orgulho, admiração, patriotismo, esperança e união.

Não é a toa que dois atletas tenham se tornado mitos. O esporte traz uma herança em nosso imaginário coletivo desde a Grécia antiga, quando era uma forma de cultuar os deuses e celebrar a paz entre as cidades vizinhas. Os atletas eram cultuados como verdadeiros heróis e o vencedor das competições, acreditavam, se aproximava mais dos deuses.

Pelé, até hoje conhecido no mundo inteiro como rei do futebol, tornou-se um ícone não só desse esporte como símbolo do Brasil e em plena época de repressão militar fez com que milhares de brasileiro vestissem a verde e amarela da seleção canarinho com orgulho. Existem as controversas em torno de uma manipulação de sua figura como garoto propaganda da ditadura militar do Brasil pelo mundo. Uma tentativa de cegar a nação em torno do que acontecia nos porões das delegacias e amenizar as críticas sobre o regime totalitário. Caso tenham realmente se aproveitado de seu talento, isso não vem ao caso agora. O que importa é que de alguma maneira ele simbolizou para muita gente o espírito de união, trouxe esperança e orgulho para um país que vivia em estado de tensão.

Ayrton Senna era um piloto em tempos de democracia. Porém filho de uma época em que o Brasil vivia um momento de fragilidade econômica, desigualdade social e muito, mas muito pessimismo e falta de identificação com o país. Na década de noventa era difícil encontrar um cidadão que se intitulasse brasileiro ou tivesse orgulho de sua bandeira. No máximo diziam que eram, paulistas, cariocas, pernambucanos etc. Era na figura de Senna levantando a bandeira brasileiras aos domingo e tomando banho de espumante que o povo brasileiro encontrava seu orgulho. Além de ser o melhor piloto de Formula 1 do mundo, Ayrton era também admirado por suas qualidades pessoais. Não se envolvia em escândalos, era honesto e generoso.

Na minha opinião, estamos em dieta de um grande ídolo nacional desde então. No entanto, o Brasil vem se tornando, cada vez mais, motivo de orgulho para os seus cidadãos. Ainda tem muito o que melhorar? sim! Mas vale lembrar que, desde que os europeus impuseram seu estilo de sociedade e vida ao nosso país foram, apenas, pouco mais de 500 anos. E agora que o país engrenou não temos um ícone. A seleção de futebol, o grande orgulho do país, motivo de união entre todas as raças e todas as classes, aquela que fazia o brasileiro se sentir como uma verdadeira nação está em crise.

Será que o nascimento do ídolo, a constituição de um mito depende de um contexto de mal estar social? Começo a pensar que sim. Me parece que pessoas precisam estar desacreditadas para projetar em alguém aquilo que elas não possuem nelas mesmas e esperar que, de alguma forma, alguém realize algo por elas. Quando o ser humano pergunta para sí própria: Quem sou eu? E encontra na resposta um vazio, a figura do ídolo vem mostrar aquilo que a gente gostaria de ser. É assim que acontece com as religiões.

Que essa pergunta possa ser respondida por mais brasileiros, cada vez mais. E que a gente tenha não um ídolo em quem se apoiar, mas, vários ídolos a quem possamos admirar. Pessoas de caráter, honestas, felizes e realizadas no esporte, em casa e principalmente na figura de nossos governantes.